Viver hoje sem banca seria o mesmo que regressar à Idade da Pedra. Impensável, temos a nossa vida organizada em torno desta inevitabilidade, o que não seria necessariamente mau. Mas chegamos a um extremo ainda há poucos anos inimaginável. Os bancos fazem o "favor" de aceitar o nosso dinheiro (que não remuneram), dinheiro esse que investem gerando chorudos lucros para os seus accionistas. Ainda não satisfeitos com este "negócio da china", investir o dinheiro dos outros, gerando lucros que ficam para si, ainda obrigam os clientes a pagar comissões por tudo e por nada para aceitarem os depósitos. O que apetece mesmo dizer (e fazer) é "Ide à bardamerda, dai cá o meu dinheiro que eu me encarregarei de o guardar!". Se toda a gente procedesse desta forma, eu pagaria para ver como é que os bancos prosseguiriam a sua actividade comercial.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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