Nunca a expressão "escrever direito por linhas tortas" terá tido uma aplicação tão assertiva como na recente votação da comissão parlamentar de inquérito à gestão da CGD. Com efeito, devido à ausência de dois deputados socialistas no momento da votação do relatório final, a comissão encerrou os trabalhos com o chumbo do relatório. De acordo com João Galamba, um dos deputados socialistas ausentes, teria sido possível anular a votação, mas o Bloco de Esquerda não quis. Pudera, facilmente se imagina que, só engolindo uma manada de elefantes, é que o Bloco votaria tais conclusões. Relembrando, as conclusões do referido relatório apontavam a responsabilidade pelo buraco da CGD, única e exclusivamente, à crise, ilibando por completo as gestões do banco público.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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