Para a viagem ao México, Marcelo Rebelo de Sousa não poderia ter escolhido melhor "cicerone" do que Paulo Portas, ex-Vice-Primeiro Ministro de Portugal, actualmente, entre outras coisas, Presidente do Conselho Estratégico da Mota-Engil e consultor da Pemex (petrolífera mexicana). Sendo uma viagem para abrir portas aos exportadores portugueses, nada melhor do que alguém que, enquanto governante, teceu uma vasta rede de contactos por esse mundo fora. E não terá sido por acaso que Marcelo Rebelo de Sousa iniciou a visita na sede da filial mexicana da Mota-Engil (com rasgados elogios à construtora nacional), mesmo antes de ser recebido no Palácio Presidencial pelo seu homólogo mexicano.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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