Quem prestar atenção às notícias relativas à variação dos preços dos combustíveis deve ficar com a impressão de que as gasolineiras têm uma planificação tipo "desenrasca" : hoje vai comprar arroz à mercearia do bairro porque, ao jantar, verificou que já não tinha arroz, amanhã vai a correr comprar massa porque acabou, no dia seguinte batatas, e assim sucessivamente. Sempre que o preço do crude sobe, o aumento é imediato. Já quando desce, a descida dos combustíveis é diferida no tempo. Ninguém compra, hoje, apenas o petróleo necessário para o fabrico dos combustíveis que vai vender amanhã. Logo, as variações do preço da matéria-prima num dado momento deveriam ser irrelevantes, na maioria das situações, para a fixação dos preços dos combustíveis na semana seguinte. Outra coisa que nunca entendi no preços dos combustíveis é a afixação, nos postos de venda, dos preços dos combustíveis com três casas decimais. É um logro destinado a enganar os mais imbecis. Se repararem, a terceira casa decimal está sempre encostada ao cêntimo seguinte que é, na realidade, o preço que custa cada litro de combustível.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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