O que é bom para a Alemanha é bom para a Europa? A afirmação é do Ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, e não é, necessariamente, verdadeira. Senão vejamos, a criação do euro. O euro, criado à imagem e semelhança do marco alemão, é uma moeda demasiado forte para a maioria das economias europeias. Para além disso, como a política económica e monetária está nas mãos exclusivas do Banco Central Europeu (também ele criado à imagem e semelhança do Bundesbank), os países aderentes ao euro perderam a capacidade de jogarem com as taxas cambiais para ajustarem, sempre que necessário, a respectiva moeda às circunstâncias do momento (numa zona euro tão heterogénea, é uma utopia pensar-se em políticas permanentemente ajustadas às diferentes realidades). Coincidência ou não, desde a implementação do euro, o crescimento da maioria das economias que adoptaram a moeda única tem sido anémico. É demasiada coincidência! O único país que parece estar a dar-se bem com o euro é a Alemanha que, ano após ano, tem registado sucessivos superavits comerciais em violação flagrante (e, até hoje, inconsequente) das directivas europeias.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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