Os moradores de Escalos Fundeiros, aldeia de Pedrógão Grande, rejeitam que o incêndio que provocou a morte a 64 pessoas, há duas semanas, tenha sido causado por uma trovoada seca. "Aqui não houve trovoada nessa altura, nada", declarou um morador, frisando que a árvore supostamente atingida por um raio, como revelou a Polícia Judiciária (PJ) na manhã do dia 18, "era uma árvore podre, caída no chão e parte dela ainda no ar", como "acontece com outras" na mesma zona florestal, continuou o mesmo morador. Toda a história da origem e desenvolvimento do incêndio em Pedrogão Grande continua muito mal contada. Quanto mais tempo a comissão de peritos demorar a começar as investigações, maior a probabilidade de nunca se chegar a determinar, com alguma certeza, as causas do incêndio.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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