Avançar para o conteúdo principal

Verdade ou mentira?

A recente troca de palavras entre Rui Gomes da Silva e Pinto da Costa a propósito do acesso do FC Porto à fase de grupos da Liga dos Campeões (basicamente, Rui Gomes da Silva expressou o desejo de que o Porto fosse eliminado e que perdesse por muitos, ao que Pinto da Costa respondeu que não era imbecil, que estava muito feliz com a presença de três equipas portuguesas na Liga dos Campeões e que esperava que as três equipas passassem a fase de grupos) remete-nos para uma questão curiosa: O que sente um adepto de futebol ao ver o rival da sua equipa jogar? A resposta politicamente correcta é a dada por Pinto da Costa, mas será assim? Não me parece. Para o verdadeiro adepto de futebol, muito provavelmente, julgo eu, a resposta estará mais próxima do desejo de Rui Gomes da Silva do que das palavras de Pinto da Costa. Perder sempre, se possível por muitos, independentemente de quaisquer circunstâncias, entre as quais, jogar contra uma equipa estrangeira, mesmo em jogos a feijões!

Comentários

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Desculpas esfarrapadas

Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

Um fiasco

O programa de ajustamento português foi um sucesso para todos menos para os portugueses. Recuamos 10 anos, a banca portuguesa está, globalmente de tanga, a economia não há meio de arrancar, as reformas, necessárias, ficaram todas por fazer. Numa palavra, a austeridade a velocidade de cruzeiro revelou-se um verdadeiro fiasco. Apesar disso, a Comissão Europeia continua a insistir na mesma tecla. Exige que Portugal atinja um défice de 2,3% do PIB este ano, valor que fica quatro décimas abaixo da estimativa de 2,7% que Bruxelas tem actualmente para as contas públicas portuguesas. O que, por muito que o governo e os partidos de esquerda que o sustentam esperneiem, implicará adoptar medidas adicionais correspondentes a 0,4% do PIB, qualquer coisa como 730 milhões de euros. Já escrevi e faço-o mais uma vez: Bruxelas está a apostar as fichas todas na queda do governo. Poderá demorar mais ou menos tempo, mas os burocratas da CE sabem que, exigindo o absurdo, um dia verão o PCP e o BE deixar...

Caloteiros!

Dar o que é dos outros, nunca custou nada a ninguém. É o caso do Governo que ainda não pagou os manuais escolares oferecidos aos alunos do 1º ciclo do ensino básico. As livrarias, grandes e pequenas, que disponibilizaram (isto é, pagaram às editoras e ofereceram aos alunos) os manuais continuam à espera que o Governo cumpra o prometido. E ao que tudo indica, a data para a liquidação das dívidas é incerta. Única certeza, não será neste ano civil. Percebes agora como é que o défice tem descido tanto? O Governo não paga a quem deve!