O Reino (Des)Unido referendou a sua permanência na União Europeia. Como todos sabem, os ingleses votaram pela saída e os outros povos (escoceses, irlandeses) pela permanência. Na sequência deste resultado, os responsáveis políticos europeus vieram de imediato clamar que o Reino Unido deveria oficializar a saída o mais rapidamente possível, coisa que Cameron rejeitou de imediato, remetendo para o governo seguinte (recorde-se, na sequência do resultado, Cameron apresentou de imediato a sua demissão) a formalização do processo. Pois bem, o governo seguinte, chefiado por Theresa May, já fez saber que não tenciona dar início ao processo antes do final do ano e, espanto dos espantos, Berlim também acha que não há motivo nenhum para correrias. Cá para nós, que ninguém nos ouve, nem britânicos nem a União Europeia sabem o que fazer. Daí o actual compasso de espera, aparentemente, benéfico para todos.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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