Ainda não chegou ao nível de Hércules, mas para lá caminha a passos largos. Paulo Portas, após ter deixado o governo e o Parlamento, resolveu dedicar-se a ganhar dinheiro. Mota-Engil, TVI, Nova School of Business and Economics (Universidade Nova de Lisboa), Câmara de Comércio e Indústria de Portugal, Thinking Heads (uma das grandes empresas de agenciamento de colóquios e conferências a nível internacional), consultor de empresas estrangeiras sobretudo do Golfo e da América Latina (a última conhecida foi a Pemex, a maior petrolífera mexicana) e, ainda, formador de futuros quadros do CDS (este último, ao que parece, pro bono). Portas, que nunca foi conhecido pela pontualidade, vai, seguramente, precisar de poderes olímpicos para encaixar nas horas do dia tudo o que se propõe fazer nos lugares onde precisa de estar!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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