Como se costuma dizer (e muito bem!), não há fome que não dê em fartura. Portugal, habitualmente tão desconsiderado pelos outros, juntou à vitória no Euro 2016 mais um reconhecimento internacional. Ter sido considerado pelo FMI (mais precisamente, a banca nacional ter sido considerada), a par da banca italiana, um risco global para o sistema financeiro. Bem, uma coisa é certa: as agruras da banca nacional já nos custaram bem caro, e sabe-se lá o que para aí vem. Mas se o descalabro português é preocupante, que dizer do italiano? 360 mil milhões de euros em risco de incumprimento, qualquer coisa como um terço dos empréstimos de cobrança duvidosa da zona euro ou dois PIB portugueses. Parece, também, que o Deutsche Bank é um gigante com pés de barro, isto para dar apenas um exemplo da "saúde" financeira da banca alemã. Mas relativamente aos problemas alemães, podemos estar descansados. Cumprindo (ou não) as regras europeias, a Alemanha nunca deixará cair a sua banca!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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