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Roda o disco e toca aos mesmos!

Quando nos venderam a solução para o BES (resolução), foi-nos dito que a solução encontrada foi a melhor possível tendo em conta (1) a protecção dos depositantes (2) a protecção dos contribuintes e (3) o controlo do risco de contágio sistémico da banca. Começando pelo último aspecto, controlar a contaminação sistémica da banca, ainda está por demonstrar. Quanto aos depositantes, excluindo os milhares de clientes que julgavam ser meros depositantes e que afinal eram investidores (os detentores de papel comercial), parece não haver problemas. Quanto à protecção dos contribuintes, só alguém muito ingénuo é que ainda acreditará que não haverá custos. O Novo Banco, se chegar a ser vendido, nunca valerá o dinheiro "emprestado" pelo Estado ao Fundo de Resolução. Logo, alguém, terá de assumir o prejuízo. Já agora, por falar em venda do Novo Banco, depois de uma primeira tentativa falhada, e considerando que o passar do tempo só contribui para desvalorizar o valor do Novo Banco, não me admiraria muito se o valor da venda não cobrisse, sequer, o que já foi (e o que ainda terá de ser) pago em assessorias ao batalhão de pessoas que têm o assunto entre mãos!

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