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Foi você que pediu uma lei à medida da CGD?

Ainda a propósito da nova administração da CGD, o governo tem gerido todo o processo com a delicadeza de um elefante numa loja de porcelanas. E o último desenvolvimento é mesmo de cabo de esquadra! Então não é que, para contornar o chumbo do BCE a oito dos dezanove administradores não executivos propostos, o governo pretende alterar a lei bancária "à medida da CGD" (leia-se, para contornar o chumbo do BCE)? Como seria de esperar, BE e PCP já fizeram saber aos socialistas que não poderão contar com eles para aprovar as excepções da CGD. Mexer na lei, sim, mas de forma geral e abstracta, para separar melhor as águas entre público e privado. Entretanto, o governo deixou cair a ideia, não porque os restantes partidos de esquerda estivessem contra, mas sim porque esbarrou em Belém. Marcelo Rebelo de Sousa também não era apologista da ideia de uma lei à medida da CGD.

PS-Acredito que a escolha dos dezanove membros não executivos da futura administração da CGD tenha sido articulada entre o governo e o Banco de Portugal. Sendo assim, é caricato o aparente desconhecimento do governo e do BdP (!!!) da lei portuguesa. É que os oito nomes chumbados foram-no por excederem o limite de cargos em orgãos sociais de outras sociedades. Isto tem um nome, incompetência!

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