Aquando da realização do Euro 2016, quando Portugal se qualificou para as meias-finais, Marcelo anunciou que iria a França ver o jogo a bordo de um Falcon da Força Aérea, mas que pagaria a viagem do seu bolso (por hora, o custo de voo de um Falcon ronda os 3.500 euros, mas, no caso de tratar-se do Presidente da República em uso particular, só é contabilizado o valor relativo ao combustível, neste caso cerca de 6.000 euros). Dito e feito, regressado a Lisboa Marcelo tratou logo de emitir o cheque a favor da Força Aérea. Mas António Costa não ficou muito agradado com a situação. Então o Presidente da República desloca-se ao estrangeiro em missão oficial e tem de pagar a viagem do seu bolso? Vai daí pede um parecer para avaliar o interesse público (ou não) da missão e, caso o parecer confirmasse o interesse público da missão, quem deveria pagar a viagem era o Estado. Pois bem, o parecer confirmou as suspeitas do Primeiro-Ministro e a Força Aérea devolveu o cheque ao Presidente da República.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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