Portugal despediu-se dos Jogos Olímpicos Rio 2016 com uma única medalha, Telma Monteiro, medalha de bronze no judo. Francamente, um balanço decepcionante face às expectativas à partida (taekwondo, triplo salto, canoagem). Com excepção de Barcelona 1992 (ano em que Portugal não conquistou nenhuma medalha), o pior registo olímpico desde que Carlos Lopes ganhou a primeira medalha de ouro para Portugal em Los Angeles (1984). A canoagem era, talvez, a modalidade em que mais gente apostava para a conquista de mais medalhas. Circunstâncias várias, nomeadamente adversários igualmente valorosos e motivados, atiraram-nos para quarto, quinto e sexto lugares (respectivamente, K2 , K1 e K4, todas na distância de 1000 metros). Daqui a quatro anos, em Tóquio, espera-se mais e melhor.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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