Portugal, apesar do mísero desempenho desde o início da competição (a pior de sempre, sem nenhuma vitória), terminou a fase de grupos sem honra nem glória, mas qualificado, que era o mais importante. Mas, terminando no segundo lugar do grupo, Portugal tinha sido atirado para o grupo dos tubarões (Espanha, França, Itália, Alemanha, não necessariamente por esta ordem). Mas desta vez a sorte caiu-nos do céu aos trambolhões. Aos 90 + 4 minutos a Islândia faz o 2-1 frente à Áustria e relega-nos para o terceiro lugar. Foi a festa! De atirados aos tubarões passamos a atirados às sardinhas, peixe que, como todos sabem, é do especial agrado dos portugueses, particularmente nesta quadra de santos populares. Não que as sardinhas se adivinhem facilmente digeríveis (Croácia nos oitavos e, caso nos apuremos, Polónia ou Suíça nos quartos), bem pelo contrário. Tanto mais que Fernando Santos, não sendo maluco, é um homem de ideias fixas que parece ter nascido no Alentejo: primeiro que se decida a mexer na equipa é um ano de juízo. E a teimosia dele em alinhar com João "Mortinho" de início também não ajuda nada!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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