Avançar para o conteúdo principal

Temos ambição, temos selecção!


Portugal inicia mais logo a fase de grupos do Europeu de futebol, jogando contra a Islândia. E não há que enganar, o jogo é para ganhar. Ainda que Fernando Santos repita, vezes sem conta, que, seja quem for que alinhe de início, a sua confiança é total, esperava-se que Ricardo Quaresma não fosse sacrificado a favor de Nani. Nos jogos de preparação Quaresma demonstrou estar numa forma (quase) sem paralelo na sua carreira. Quando foi preciso sacudir a modorra, Quaresma marcou, deu a marcar, fez trinta por uma linha, deixando os adversários com os olhos em bico. Com Ricardo Quaresma em campo, tudo é possível. De um momento para o outro tira um coelho da cartola e resolve a partida. Só que o nosso homem deve ter nascido com o cu virado para a lua. As lesões nunca acontecem em boa altura, mas esta é uma altura péssima. De acordo com as palavras de Fernando Santos, ontem, ainda não estaria nada decidido. Tudo dependeria do último treino e de como Quaresma se levantaria hoje. Não acredito muito, mas, tendo em conta que este é o primeiro jogo e há um risco sério de perdermos Quaresma para o resto da competição, caso haja alguma dúvida acerca do seu estado clínico, o melhor é não arriscar. Debelada a lesão, se tudo correr como se espera, Quaresma ainda vai ter muito tempo para espalhar a sua magia pelos relvados em França.

PS-A selecção nacional de sub-17 sagrou-se, em 21 de Maio de 2016, campeã europeia da categoria no Azerbaijão (5-4 nas grandes penalidades, contra a Espanha, após 1-1 no tempo regulamentar). Ainda que seja impossível prever quantos atletas sub-17 vão singrar na categoria principal do futebol, a renovação parece estar assegurada. Infelizmente estamos fartos de ver os nossos melhores jovens futebolistas, senhores de um potencial enorme, afundarem-se, fruto da miopia dos clubes, no anonimato e na mediania ao transitarem para os seniores.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Desculpas esfarrapadas

Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

Um fiasco

O programa de ajustamento português foi um sucesso para todos menos para os portugueses. Recuamos 10 anos, a banca portuguesa está, globalmente de tanga, a economia não há meio de arrancar, as reformas, necessárias, ficaram todas por fazer. Numa palavra, a austeridade a velocidade de cruzeiro revelou-se um verdadeiro fiasco. Apesar disso, a Comissão Europeia continua a insistir na mesma tecla. Exige que Portugal atinja um défice de 2,3% do PIB este ano, valor que fica quatro décimas abaixo da estimativa de 2,7% que Bruxelas tem actualmente para as contas públicas portuguesas. O que, por muito que o governo e os partidos de esquerda que o sustentam esperneiem, implicará adoptar medidas adicionais correspondentes a 0,4% do PIB, qualquer coisa como 730 milhões de euros. Já escrevi e faço-o mais uma vez: Bruxelas está a apostar as fichas todas na queda do governo. Poderá demorar mais ou menos tempo, mas os burocratas da CE sabem que, exigindo o absurdo, um dia verão o PCP e o BE deixar...

Caloteiros!

Dar o que é dos outros, nunca custou nada a ninguém. É o caso do Governo que ainda não pagou os manuais escolares oferecidos aos alunos do 1º ciclo do ensino básico. As livrarias, grandes e pequenas, que disponibilizaram (isto é, pagaram às editoras e ofereceram aos alunos) os manuais continuam à espera que o Governo cumpra o prometido. E ao que tudo indica, a data para a liquidação das dívidas é incerta. Única certeza, não será neste ano civil. Percebes agora como é que o défice tem descido tanto? O Governo não paga a quem deve!