No que respeita à União Europeia, a Inglaterra sempre esteve com um pé dentro e outro fora. Reivindicam (e conseguem) um estatuto especial que permite aos ingleses contornar muitas das regulamentações emanadas de Bruxelas. E até hoje, diga-se, têm conseguido levar a água ao seu moinho. É nesta perspectiva que deve ser analisado o referendo de hoje. Assim que o governo inglês conseguiu ver satisfeitas as suas reivindicações, de imediato começamos a ver o primeiro-ministro inglês a fazer campanha pelo sim. As consequências da saída do Reino Unido da União Europeia são imprevisíveis para qualquer um dos lados. E terão, certamente, custos muito elevados. Duvido que alguém esteja disposto a experimentar.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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