Paulo Portas vai ser o responsável pelo novo Conselho Internacional da Mota-Engil, uma das maiores empresas portuguesas, com 28 mil trabalhadores, e uma cada vez mais forte presença internacional. Como seria de esperar, o ex-líder do CDS não considera incompatíveis as novas funções com os cargos governativos que desempenhou. Bem, realmente, o homem nunca tutelou as Obras Públicas. Entre outras coisas, foi uma espécie de super-ministro da Economia (para a diplomacia económica), tendo estabelecido uma ampla rede de contactos internacionais enquanto membro do governo português (que foi, seguramente, o factor determinante para a sua contratação). E por último, mas não menos importante, das vezes que a Mota-Engil integrou as representações que o acompanharam (segundo o Público, só para a América Latina, foram seis as vezes que a Mota-Engil fez parte das comitivas de empresários que acompanharam Paulo Portas em visitas oficiais), os convites nunca foram seus! Apesar de tudo, ao contrário de Maria Luís Albuquerque, não vai acumular as suas novas funções com o cargo de deputado da nação. É pouco, mas é alguma coisa!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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