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CGD (Caixa Geral de Desgraças)


O aspecto é impressionante e o poder de fogo (presumia-se) demolidor. Contudo os tiros não passavam de pólvora seca. A somar aos cerca de 3.8 mil milhões de euros já injectados, juntam-se agora mais 4 mil milhões. Mais uma vez vamos, todos, pagar os desmandos de alguns (apenas um exemplo, o financiamento do "assalto" ao BCP). A contrapartida para o sim da Comissão Europeia será um rigoroso plano de reestruturação da Caixa Geral de Depósitos que vai atirar uns milhares de trabalhadores da CGD para o desemprego. Segundo António Costa, a redução de pessoal será operada não via despedimentos, mas sim por mútuo acordo. Cá para nós, que ninguém nos ouve, as rescisões por mútuo acordo vão ser do género "queres ou queres...", em que a única diferença será o montante da indemnização!

PS-O governo acabou com o tecto salarial para os administradores da CGD, acatando, desta forma, as recomendações do BCE. Se isso servir para contratar melhores administradores (libertando a CGD da condição de porto seguro para alguns "boys" sem experiência nenhuma na área), apesar do sinal (errado) que é dado ao comum dos cidadãos contribuintes, vale a pena. O que já não se entende é o número de elementos do Conselho de Administração (19), mesmo sendo alguns administradores não executivos!

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