A saída do Reino Unido da União Europeia, decidida em referendo no passado dia 23 de Junho pelos eleitores britânicos, marca o primeiro dia do resto da vida da UE. Agora nada impede que outros países, igualmente descontentes com o rumo dos acontecimentos, façam o mesmo. Tudo vai ser diferente, tudo vai ser pior. David Cameron, numa arriscada jogada política para consumo interno, abriu a Caixa de Pandora. Apostou tudo e perdeu. E com ele arrasta mais 320 milhões de pessoas que vivem nos Estados membros da UE. As consequências são imprevisíveis, os custos certamente elevadíssimos. Mas, apesar de toda a desgraça que se adivinha, o Brexit é também uma ocasião soberana para a Europa repensar todo o projecto e corrigir a trajectória. Assim o queira Berlim!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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