Mesmo que o FC Porto ganhe, mais logo, a Taça de Portugal, é muito pouco para os enormes investimentos feitos pelos dragões nas últimas épocas. Os erros foram mais do que muitos, e os resultados (ou melhor, a falta deles) saltam aos olhos de qualquer um. A começar por Lopetegui que, logo na primeira época demonstrou não ter estofo para uma equipa como o Porto, mas, mesmo assim, foi teimosamente mantido até a sua situação se revelar insustentável, mesmo com Pinto da Costa ao seu lado. Claramente, o ciclo de Pinto da Costa à frente dos destinos do Porto esgotou-se. O seu nome fica gravado a letras de ouro no livro da História do FC Porto e do futebol nacional. Pegou numa equipa perfeitamente provinciana e deu-lhe uma dimensão europeia (e mundial). Por muito que Pinto da Costa diga que continua perfeitamente capaz de continuar a ocupar o lugar, quem andou não tem para andar. E como se isso já não fosse suficientemente mau, enquanto ele se candidatar, não aparecerá ninguém de valor a concorrer ao lugar.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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