Pergunta - Se o BPI fosse um banco francês, inglês ou alemão, o BCE teria dado a mesma ordem que deu ao banco português (acabar com a exposição a Angola)? Resposta - Claro que não. A decisão do BCE é uma decisão puramente política (apesar de ter vindo embrulhada em justificações técnicas para inglês ver), já que, do ponto de vista da gestão, é um disparate completo. O BFA (Banco de Fomento de Angola), detido maioritariamente pelo BPI, é um banco forte (para o contexto africano) e o seu principal activo. Para além disso, não consta que o BFA esteja a saque como esteve o BESA (Banco Espírito Santo de Angola). Depois da morte do BES, mais um passo no sentido da diluição de toda a banca nacional em meia dúzia de grandes bancos europeus. Parece ser esta a união bancária que está a ser levada a cabo pelo BCE.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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