Ainda estarão recordados da narrativa do anterior Governo acerca da venda do Novo Banco. Constituído, apenas, pelos activos bons do BES, a sua venda, a curto prazo, iria ser um êxito estrondoso. Os candidatos seriam tantos que a venda, no mínimo, resultaria num encaixe idêntico ao montante emprestado pelo Estado ao Fundo de Resolução (3.9 mil milhões de euros). Mais de dois anos depois, foi o que se viu. Uma tentativa falhada, e à segunda, havendo um único candidato, "as-nossas-condições-são-estas-é-pegar-ou-largar".
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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