A construtora Tecnorém apresentou queixa no DCIAP depois de ter sido excluído do concurso para a construção da Escola da NATO (em Oeiras) que tinha ganho. A queixa refere que, no referido concurso, houve claro favorecimento da Mota-Engil (esta tinha ficado em segundo lugar, mas, depois de apresentar uma reclamação, passou para o primeiro e a proposta da Tecnorém, considerada a melhor entre oito concorrentes, foi desclassificada). Na denúncia ao Ministério Público, a empresa de Ourém aponta como suspeitos Paulo Portas, antigo Vice-Primeiro-Ministro e agora consultor da Mota-Engil, e o Director-Geral de Recursos da Defesa Nacional, Alberto Coelho, que lançou o concurso e que, por mera coincidência, preside ao Conselho de Fiscalização do CDS-PP. Percebem agora porque é que a Mota-Engil se apressou a contratar Paulo Portas, sem curriculum nem qualquer experiência na área das obras públicas, para consultor? Já está a pagar dividendos!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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