Pronto, o Estado (que é como quem diz, nós) lá injectou 2.5 mil milhões de euros na CGD, concluindo assim a segunda fase da recapitalização do banco público. Nos termos do comunicado emitido pelas Finanças, "Portugal fica com o seu principal banco em condições sólidas, assim contribuindo para o fortalecimento do sistema financeiro do país e para a dinamização da economia portuguesa". Esta profissão de fé ainda está por demonstrar. Vamos lá a ver se a CGD não vai continuar com a mesma política de concessão de crédito, grandes empresas e resorts de luxo. O que é necessário é que o nosso dinheiro chegue à economia real, muito pequenas, pequenas e médias empresas, a quase totalidade do tecido empresarial português, o sangue que alimenta a economia deste país.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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