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Lá foi barão!

Pronto, o Estado (que é como quem diz, nós) lá injectou 2.5 mil milhões de euros na CGD, concluindo assim a segunda fase da recapitalização do banco público. Nos termos do comunicado emitido pelas Finanças, "Portugal fica com o seu principal banco em condições sólidas, assim contribuindo para o fortalecimento do sistema financeiro do país e para a dinamização da economia portuguesa". Esta profissão de fé ainda está por demonstrar. Vamos lá a ver se a CGD não vai continuar com a mesma política de concessão de crédito, grandes empresas e resorts de luxo. O que é necessário é que o nosso dinheiro chegue à economia real, muito pequenas, pequenas e médias empresas, a quase totalidade do tecido empresarial português, o sangue que alimenta a economia deste país.

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Um fiasco

O programa de ajustamento português foi um sucesso para todos menos para os portugueses. Recuamos 10 anos, a banca portuguesa está, globalmente de tanga, a economia não há meio de arrancar, as reformas, necessárias, ficaram todas por fazer. Numa palavra, a austeridade a velocidade de cruzeiro revelou-se um verdadeiro fiasco. Apesar disso, a Comissão Europeia continua a insistir na mesma tecla. Exige que Portugal atinja um défice de 2,3% do PIB este ano, valor que fica quatro décimas abaixo da estimativa de 2,7% que Bruxelas tem actualmente para as contas públicas portuguesas. O que, por muito que o governo e os partidos de esquerda que o sustentam esperneiem, implicará adoptar medidas adicionais correspondentes a 0,4% do PIB, qualquer coisa como 730 milhões de euros. Já escrevi e faço-o mais uma vez: Bruxelas está a apostar as fichas todas na queda do governo. Poderá demorar mais ou menos tempo, mas os burocratas da CE sabem que, exigindo o absurdo, um dia verão o PCP e o BE deixar...

Caloteiros!

Dar o que é dos outros, nunca custou nada a ninguém. É o caso do Governo que ainda não pagou os manuais escolares oferecidos aos alunos do 1º ciclo do ensino básico. As livrarias, grandes e pequenas, que disponibilizaram (isto é, pagaram às editoras e ofereceram aos alunos) os manuais continuam à espera que o Governo cumpra o prometido. E ao que tudo indica, a data para a liquidação das dívidas é incerta. Única certeza, não será neste ano civil. Percebes agora como é que o défice tem descido tanto? O Governo não paga a quem deve!