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Novo ao preço de (muito) usado

A novela venda do Novo Banco chegou ao fim. O negócio, concluído com a Lone Star, é um autêntico negócio da China. O Estado via Fundo de Resolução fica dono de 25% do capital, mas nem para a escolha do porteiro terá uma palavra a dizer. Quanto ao encaixe financeiro, 0 (zero) euros. Os tais mil milhões de euros a pagar pelo Fundo norte-americano serão para recapitalização do banco. Todo o dinheiro já investido no Novo Banco é como a pescada, antes de ser (perdido) já o era. Já agora, o próximo também, só não se sabe ainda nem quando, nem quanto. Será o Fundo de Resolução a pagar... financiado a dezenas de anos pelo Estado... com impostos... que sairão dos nossos bolsos. Quanto às linhas vermelhas traçadas pelo Governo, afinal não eram vermelhas, eram rosa (choque). A promessa de que não haveria qualquer garantia caiu. Diga o Governo o que disser, e assuma a garantia a forma que assumir, cá estaremos nós, contribuintes, para garantir 4.000 milhões de euros em "contingências futuras". Mas mesmo assim, António Costa (e o Governo) não se cansam de repetir que a venda não terá impacto, directo ou indirecto, sobre os contribuintes. Julgará, esta gente, que somos todos parvos?

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Um fiasco

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Dar o que é dos outros, nunca custou nada a ninguém. É o caso do Governo que ainda não pagou os manuais escolares oferecidos aos alunos do 1º ciclo do ensino básico. As livrarias, grandes e pequenas, que disponibilizaram (isto é, pagaram às editoras e ofereceram aos alunos) os manuais continuam à espera que o Governo cumpra o prometido. E ao que tudo indica, a data para a liquidação das dívidas é incerta. Única certeza, não será neste ano civil. Percebes agora como é que o défice tem descido tanto? O Governo não paga a quem deve!