Na sequência de mais um ataque com armas químicas alegadamente levado a cabo pelas forças leis a Assad contra o povo sírio, os Estados Unidos resolveram retaliar e atacaram uma base aérea, destruindo uma parte significativa da força aérea síria. Já não é a primeira vez que o regime de Assad é acusado de tal crime, mas, até este ataque, o alegado uso de armas químicas por parte do regime sírio nunca tinha sido alvo de uma retaliação directa. A ser verdade que o ataque foi levado a cabo pelas forças de Assad, "só se perderam as que caíram no chão". Mas não podemos (nem devemos) esquecer "os factos alternativos" que caracterizam os bastidores da política internacional. Apenas um exemplo, infelizmente "cozinhado" em território português, o Iraque, e as suas (supostas) armas de destruição maciça, que "legitimaram" o derrube de Saddam Hussein e a instauração do caos naquele país. Entretanto, com a escalada de violência na Síria, o mundo ficou bastante mais perigoso.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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