Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da República, fixou um prazo para o fim das investigações da Operação Marquês, sem estabelecer nenhuma data para o efeito. Confuso? Eu explico. O novo prazo é três meses após a recepção da última carta rogatória (pedido de cooperação na investigação) em falta. Não se sabendo quando chegará essa carta, não é possível estabelecer uma data concreta para o encerramento da investigação. Inadmissível! Uma palhaçada! O Estado português, dito de direito, supostamente garante dos direitos, liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos, no mais completo desprezo pela Constituição, arroga-se no direito de dispor da vida de uma pessoa a seu bel-prazer. José Sócrates tem dito que o Ministério Público tem teorias, não provas dos crimes que alegadamente terá cometido. E é capaz de ter razão, tal a demora para o encerramento das investigações.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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