Teresa Leal Coelho é a candidata pelo PSD à Câmara Municipal de Lisboa. Obviamente, escolha solitária de Pedro Passos Coelho, trata-se de um nome de recurso. Largos meses esperou o PSD por Pedro Santana Lopes, qual D. Sebastião que apareceria num dia de nevoeiro. Descartada essa hipótese, e com a candidatura do CDS formalmente anunciada, Passos Coelho ficou entre a espada (apoiar a candidatura do CDS, abdicando de uma candidatura do partido) e a parede (encontrar um nome suficientemente forte para não "ficar mal na fotografia"). Teresa Leal (ao) Coelho estará consciente que a cadeira de Presidente da Câmara de Lisboa é uma miragem. Contudo, se conseguir uma votação superior à de Assunção Cristas (cujo objectivo é ultrapassar a percentagem de votos conseguida por Paulo Portas quando foi candidato) e impedir Fernando Medina de ganhar com maioria absoluta, objectivo atingido.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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