Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da República, tinha prometido que, no dia em que conseguisse almoçar (sopa, prato (peixe ou carne), pão, café e uma canequinha de maduro da casa) com esta nota, José Sócrates veria a acusação formulada e poderia começar a preparar a sua defesa. Para além disso, como desconfiava que poderia ser difícil (ou mesmo impossível) almoçar por "cinco paus", fixou um prazo para a conclusão das investigações, a próxima sexta-feira, independentemente de quaisquer outras considerações. Ao que tudo indica, nenhuma das duas situações se irá verificar: a Procuradora ainda não conseguiu almoçar por aquele preço e o Ministério Público não vai encerrar as investigações até à próxima sexta-feira. Se José Sócrates adivinhasse, bem poderia ter aproveitado o tempo para escrever as memórias do tempo em que foi Primeiro-Ministro. Como só conhecemos a versão de Cavaco Silva, seria interessante conhecer a versão do outro interlocutor das conversas das quintas-feiras.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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