O Reino Unido activa, hoje, o Artigo 50 do Tratado de Lisboa, iniciando dessa forma o processo de saída da União Europeia. As negociações adivinham-se longas (pelo menos dois anos) e difíceis. Há gente com vontade de vingança. Tanto o resultado do Brexit, como o avanço da extrema direita um pouco por toda a Europa é o resultado do crescente distanciamento entre os cidadãos europeus e Bruxelas. Os burocratas da Comissão Europeia, sem nenhuma legitimidade democrática, resolveram regulamentar a vida das pessoas até ao mais pequeno pormenor, esquecendo as especificidades de cada povo e de cada país. Os ingleses sempre foram muito orgulhosos da independência do seu Parlamento. Mesmo durante o tempo em que fizeram parte da União Europeia, sempre negociaram cláusulas de excepção relativamente a muitas matérias. Sabiam que a permanência na União Europeia implicaria alguma perda de soberania. O que não estiveram dispostos a aceitar foi que Bruxelas regulamentasse as suas vidas até ao mais ínfimo pormenor.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

Comentários
Enviar um comentário