Ainda não se conhece a proposta de orçamento para o próximo, mas já se vão conhecendo algumas das suas linhas mestras. Pela boca do próprio Ministro das Finanças ficamos a saber que não haverá aumento de impostos... directos! Mas, ainda de acordo com Mário Centeno, essa opção implicará aumento dos impostos indirectos (eufemisticamente, "balanceamento entre impostos directos e indirectos", nas palavras do Ministro). De qualquer forma, remata ele, o que é realmente importante é "a redução global da carga fiscal". Que redução? Não mexendo nos impostos directos e aumentando os indirectos, há aumento da carga fiscal. Mais, como há gente isenta de impostos directos (IRS), especialmente para esses, aumentando a carga fiscal em produtos como o tabaco ou combustíveis, por exemplo, não se percebe como diminui a carga fiscal global!
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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