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História interminável II

Afinal, o prazo de 180 dias dado pela Procuradora-Geral da República para uma eventual conclusão do processo Operação Marquês pode já ser revisto no final do ano. No despacho que estabeleceu aquela meta, Joana Marques Vidal referiu (algo não divulgado no comunicado da Procuradoria-Geral da República) que "decorridos 90 dias", o director do Departamento Central de Investigação e Acção Penal deverá apresentar-lhe um relatório com o progresso da investigação, "tendo em vista, designadamente, a reponderação" do prazo estabelecido. Por outras palavras, caso a pesca de arrasto encetada contra Sócrates continue a não produzir resultados, alarga-se o período de pesca. Se mesmo assim os resultados continuarem a não ser os desejados, quem sabe, talvez o passo seguinte seja mudar de estratégia como, por exemplo, esvaziar o mar!

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Desculpas esfarrapadas

Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

Um fiasco

O programa de ajustamento português foi um sucesso para todos menos para os portugueses. Recuamos 10 anos, a banca portuguesa está, globalmente de tanga, a economia não há meio de arrancar, as reformas, necessárias, ficaram todas por fazer. Numa palavra, a austeridade a velocidade de cruzeiro revelou-se um verdadeiro fiasco. Apesar disso, a Comissão Europeia continua a insistir na mesma tecla. Exige que Portugal atinja um défice de 2,3% do PIB este ano, valor que fica quatro décimas abaixo da estimativa de 2,7% que Bruxelas tem actualmente para as contas públicas portuguesas. O que, por muito que o governo e os partidos de esquerda que o sustentam esperneiem, implicará adoptar medidas adicionais correspondentes a 0,4% do PIB, qualquer coisa como 730 milhões de euros. Já escrevi e faço-o mais uma vez: Bruxelas está a apostar as fichas todas na queda do governo. Poderá demorar mais ou menos tempo, mas os burocratas da CE sabem que, exigindo o absurdo, um dia verão o PCP e o BE deixar...

Caloteiros!

Dar o que é dos outros, nunca custou nada a ninguém. É o caso do Governo que ainda não pagou os manuais escolares oferecidos aos alunos do 1º ciclo do ensino básico. As livrarias, grandes e pequenas, que disponibilizaram (isto é, pagaram às editoras e ofereceram aos alunos) os manuais continuam à espera que o Governo cumpra o prometido. E ao que tudo indica, a data para a liquidação das dívidas é incerta. Única certeza, não será neste ano civil. Percebes agora como é que o défice tem descido tanto? O Governo não paga a quem deve!