As ondas de choque da nomeação de Durão Barroso como Presidente Não-Executivo do Conselho de Administração do Goldman Sachs International ainda não pararam. A última consequência, emanada do próprio Jean-Claude Juncker, sucessor do português na Presidência da Comissão Europeia, é a retirada dos "privilégios de passadeira vermelha" concedidos aos ex-Presidentes da Comissão. A notícia foi avançada pelo Finantial Times, segundo a qual Durão Barroso deixará de ser recebido em Bruxelas como ex-Presidente, passando a ser recebido como representante de um interesse e, como tal, sujeito às mesmas regras dos restantes lobistas.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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