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Vira o disco e toca o mesmo

 
O PSD não se cansa de repetir de que estamos no caminho da perdição (a última foi pela voz de Maria Luís Albuquerque), com o crescente aumento da despesa, e que, no seu tempo, o ajustamento do défice foi feito apostando, sobretudo, na redução da despesa pública (aliás, como o próprio memorando de entendimento previa). Devo acrescentar, desde já, que esta tese é contrariada por algumas entidades (por exemplo, FMI ou Conselho das Finanças Públicas para quem Portugal fez o ajustamento recorrendo mais à máquina fiscal (estão lembrados do enorme aumento de impostos anunciado por Vítor Gaspar?) do que à racionalização dos gastos). Mas, admitindo, em tese, que tal seja verdade, qual foi a diminuição da despesa operada pelo governo PSD-CDS? Cortes, cortes e mais cortes (salários, pensões, reformas), desde sempre anunciados como temporários (logo reversíveis), sem que nenhuma medida estrutural (permanente) de corte de despesa tenha sido implementada. Em consequência, mesmo com governos PSD-CDS, era uma questão de (mais ou menos) tempo até a despesa voltar a subir!

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