Mariano Rajoy fracassou, mais uma vez, na tentativa de formar governo, empurrando a Espanha para as terceiras eleições legislativas em cerca de um ano. Isto caso o rei, Filipe VI, venha a marcar novas eleições. Eu, no lugar dele, pensaria duas vezes. Senão vejamos, a Espanha está sem governo há quase um ano e, mesmo assim, a economia espanhola está com uma taxa de crescimento invejável. Para além disso, não consta que Bruxelas, agências de rating ou o mercado se mostrem nervosos com a situação. Como as actuais lideranças partidárias já deram mostras, mais do que suficientes, que são incapazes de se entenderem (situação que, muito provavelmente, tenderá a manter-se), e como, aparentemente, o país funciona perfeitamente sem governo, o rei poderá entender, e bem, que o governo é dispensável, não marcando novas eleições, tanto mais que, caso não haja arranjo do calendário eleitoral, as eleições serão no próximo dia de Natal.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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