Como tristezas não pagam dívidas, vamos brincar um pouco com a desgraça que estamos a viver. Nem Jesus escapou ao COVID-19 (o Jorge, não Deus Filho)! Mas quem, até terça-feira passada resistia, oficial e heroicamente, à pandemia, eram os alentejanos. Registavam 0 (zero) infectados (mais uma vez, oficialmente). Como é que isso era possível? Após muito pensar no assunto, cheguei a três hipóteses de resposta. (1) Não se fazia testes de despistagem no Alentejo, logo não havia resultados positivos. (2) Por características intrínsecas da região, a propagação do vírus não seguia as "leis" do resto do mundo, sendo muito mais lenta. (3) Por último, os alentejanos são (eram) naturalmente imunes ao vírus. Infelizmente, isso hoje já não é verdade. Seja porque razão tenha sido (solidariedade nacional, talvez), os alentejanos já registam casos de infecção.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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