Num processo que se arrasta desde 2011 nos tribunais e que opõe Jardim Gonçalves ao BCP, o fundador do banco acaba de perder dois terços da sua (mais do que) milionária pensão, a saber cerca de 175.000 euros mensais, passando a receber, apenas, 73.000 euros mensais. Imagine-se, como pode um homem sobreviver e alimentar a família com uma tal pensão de miséria? Recordando, em 2018 o Tribunal de Sintra decidiu manter a pensão de Jardim Gonçalves, à data cerca de 167.000 euros. O BCP, descontente com a decisão, decidiu recorrer para a Relação, a qual, passado todo este tempo, decidiu em sentido contrário, isto é, pensão e regalias são para cortar. Como facilmente se adivinha, desta vez é Jardim Gonçalves que vai recorrer da decisão. Ao ritmo a que a Justiça avança no nosso país, não será de todo descabido pensar que, quando houver uma decisão final, insusceptível de recurso, já o homem terá morrido (de morte natural) sem que o BCP tenha conseguido os seus intentos.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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