Está explicado o porquê do Governo português só agora ter adoptado medidas mais restritivas. António Costa, Primeiro-Ministro de Portugal, um optimista irritante (nas palavras do Presidente da República), tem andado a consultar a sua bola de cristal no sentido de tentar perceber a evolução da pandemia. Como se não bastasse, ao que consta, na próxima quarta-feira será a vez do Presidente da República consultar, também, a sua bola de cristal. Até lá, não apenas cautelas e caldos de galinha, mas também uma fé inabalável em Deus que, sendo omnipotente, pode, facilmente, "baralhar" tudo quanto a Ciência já conhece deste vírus. Agora, num registo (mais) sério, o problema, que os políticos teimam em não querer perceber, é que a pandemia cresce exponencialmente cada dia que passa. Todas as hesitações irão custar mais umas centenas de infectados (muitos dos quais pagarão, eventualmente, com a vida), adiando o seu ponto de inflexão e o controlo da mesma.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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