E escassos meses do final de uma época desportiva completamente falhada, com o Sporting já eliminado de todas as competições, será, no mínimo, incompreensível, a recente contratação de Rúben Amorim para treinador da equipa principal de futebol por 10 milhões de euros (fora vencimentos). Ao que parece, e contrariamente ao que era voz corrente, o clube leonino nada em dinheiro. Nadar talvez não seja o termo mais adequado. O Sporting estava a afogar em dinheiro e Frederico Varandas, em desespero de causa, resolveu atirar 10 milhões pela janela fora. Mesmo que Rúben Amorim se venha a revelar (mais) um erro de "casting", Varandas já conseguiu colocar o Sporting nas bocas do mundo ao oficializar a terceira contratação de treinador mais cara de sempre, depois de André Villas-Boas (15 milhões de euros em 2011, quando deixou o FC Porto rumo ao Chelsea) e de Brendan Rodgers, resgatado ao Celtic pelo Leicester por 10.5 milhões em 2019.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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