Se tudo continuar como até aqui, a actual pandemia bem poderá representar o fim da União Europeia. As actuais circunstâncias exigem, como em nenhum outro momento da História, uma estreita e efectiva solidariedade entre os Estados mais ricos e os outros. Esquecer, ainda que apenas durante esta crise, os limites ao deficit e injectar dinheiro a rodos na economia para minorar a inevitável recessão que nos espera. Talvez até obrigações europeias para mutualização da dívida da zona euro (o pior pesadelo dos alemães). Quanto ao BCE, que apenas controla a zona euro, o primeiro grande teste à liderança de Christine Lagarde, o mínimo que se pode dizer, é que deu um tiro no pé. Ainda procurou emendar a mão, mas a mensagem já tinha passado. E como se costuma dizer, "não há segundas oportunidades para causar uma primeira boa impressão".
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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