A próxima época adivinha-se especialmente crítica para o Porto, talvez a mais temida do longo reinado de Pinto da Costa. Para além do jejum de títulos, que já dura há quatro anos, a perspectiva de um eventual penta do Benfica deixa os portistas à beira de um ataque de nervos. Será Sérgio Conceição a pessoa indicada para guardar o Santo Graal do Dragão (leia-se, manter inatingível o feito único do Porto, ganhar cinco campeonatos consecutivos)? Mais uma vez, a escolha do treinador é uma aposta pessoal de Pinto da Costa. Acredita (como acreditou em relação a Nuno Espírito Santo) que a falta de currículo e de experiência europeia de Sérgio será compensada pelo seu reconhecido amor à camisola. A aposta é de risco, mas maior risco seria a contratação de um treinador estrangeiro.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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