Segundo notícia do jornal Público, numa auditoria realizada há cerca de um ano pela Inspecção-Geral de Finanças, foi detectado que a forma como o Fisco faz o acompanhamento dos processos das contra-ordenações fiscais apresenta "fragilidades e insuficiências" várias, nomeadamente, a falta de interligação entre os sistemas informáticos da Autoridade Tributária e Aduaneira e o facto de os próprios serviços terem entendimentos diferentes em relação à contagem dos prazos de prescrição, o que faz com que muitas dívidas prescrevam. Este diagnóstico é relativo aos anos de 2012 a 2014, mas, ao que consta, continua tudo na mesma. Moral da história, se fores apanhado pelo Fisco contesta. Com um bocado de sorte serás um dos felizardos contemplados com erros na contagem dos prazos.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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