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E não é que tem razão?

Rui Rio é uma espécie de D. Sebastião (Desejado) para alguns sectores do PSD. Desde que deixou a Câmara do Porto, sem se comprometer, tem deixado que notícias sobre uma sua eventual candidatura à liderança do PSD apareçam de quando em vez na imprensa. Será uma forma de mostrar que continua vivo. Mas não é disto que quero escrever. Em artigo recente, Rui Rio, a propósito da venda do Novo Banco, lançou a pergunta de um milhão de dólares: sabendo-se que haveria garantias no valor de 3.9 mil milhões de dólares (ao contrário do discurso do Governo que sempre disse que não haveria garantias de nenhuma espécie), não apareceriam mais compradores para o Novo Banco? O negócio acordado com a Lone Star é um negócio da China para o fundo norte-americano e ruinoso para os contribuintes. E tanto assim é que alguns credores (a quem se está a pedir que troquem parte dos seus créditos por outros menos rentáveis) já fizeram saber que, nas condições oferecidas à Lone Star, também estão interessados na compra.

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Desculpas esfarrapadas

Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

Um fiasco

O programa de ajustamento português foi um sucesso para todos menos para os portugueses. Recuamos 10 anos, a banca portuguesa está, globalmente de tanga, a economia não há meio de arrancar, as reformas, necessárias, ficaram todas por fazer. Numa palavra, a austeridade a velocidade de cruzeiro revelou-se um verdadeiro fiasco. Apesar disso, a Comissão Europeia continua a insistir na mesma tecla. Exige que Portugal atinja um défice de 2,3% do PIB este ano, valor que fica quatro décimas abaixo da estimativa de 2,7% que Bruxelas tem actualmente para as contas públicas portuguesas. O que, por muito que o governo e os partidos de esquerda que o sustentam esperneiem, implicará adoptar medidas adicionais correspondentes a 0,4% do PIB, qualquer coisa como 730 milhões de euros. Já escrevi e faço-o mais uma vez: Bruxelas está a apostar as fichas todas na queda do governo. Poderá demorar mais ou menos tempo, mas os burocratas da CE sabem que, exigindo o absurdo, um dia verão o PCP e o BE deixar...

Caloteiros!

Dar o que é dos outros, nunca custou nada a ninguém. É o caso do Governo que ainda não pagou os manuais escolares oferecidos aos alunos do 1º ciclo do ensino básico. As livrarias, grandes e pequenas, que disponibilizaram (isto é, pagaram às editoras e ofereceram aos alunos) os manuais continuam à espera que o Governo cumpra o prometido. E ao que tudo indica, a data para a liquidação das dívidas é incerta. Única certeza, não será neste ano civil. Percebes agora como é que o défice tem descido tanto? O Governo não paga a quem deve!