Rui Rio é uma espécie de D. Sebastião (Desejado) para alguns sectores do PSD. Desde que deixou a Câmara do Porto, sem se comprometer, tem deixado que notícias sobre uma sua eventual candidatura à liderança do PSD apareçam de quando em vez na imprensa. Será uma forma de mostrar que continua vivo. Mas não é disto que quero escrever. Em artigo recente, Rui Rio, a propósito da venda do Novo Banco, lançou a pergunta de um milhão de dólares: sabendo-se que haveria garantias no valor de 3.9 mil milhões de dólares (ao contrário do discurso do Governo que sempre disse que não haveria garantias de nenhuma espécie), não apareceriam mais compradores para o Novo Banco? O negócio acordado com a Lone Star é um negócio da China para o fundo norte-americano e ruinoso para os contribuintes. E tanto assim é que alguns credores (a quem se está a pedir que troquem parte dos seus créditos por outros menos rentáveis) já fizeram saber que, nas condições oferecidas à Lone Star, também estão interessados na compra.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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