Há gente que quando abre a boca, entra mosca ou sai asneira. Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, parece ser uma dessas pessoas. Vem isto a propósito das suas recentes declarações acerca das resoluções do BES e do Banif. Relembrando, Carlos Costa foi a pessoa que nos vendeu a ideia de que as resoluções do BES e do Banif eram inevitáveis e que as soluções encontradas eram as únicas que salvaguardavam os contribuintes. Pois bem, o homem, acordando agora de um sono letárgico, veio dizer que nunca concordou com essas medidas e que elas são "um convite descarado e inadmissível para um tratamento desigual entre o Norte e o Sul da Europa" (em detrimento dos países do Sul, evidentemente). Se assim é, devia tê-lo dito na altura. Agora, são palavras completamente inúteis.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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