António Guterres foi eleito secretário-geral das Nações Unidas. Apesar do poder do secretário-geral da ONU ser mais simbólico do que real, a voz do secretário-geral da ONU é ouvida (ainda que raramente seguida) e é um prestígio para Portugal vermos um português ser escolhido para um tal cargo. Por incrível que pareça, ao ser eleito, Guterres ultrapassa, com sucesso, a etapa mais fácil da sua candidatura. As verdadeiras dores de cabeça vão começar no momento em que Guterres decida (caso decida) iniciar a tão necessária reforma da própria organização.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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