Todos estarão lembrados de Álvaro Santos Pereira, o estrangeirado que Pedro Passos Coelho foi buscar a uma desconhecida universidade canadiana para Ministro da Economia. Pois bem o homem, actualmente a trabalhar na OCDE, ainda respira e, ao que parece, recomenda-se. Ainda há poucos dias veio defender que Portugal precisa de "uma nova onda de reformas". Nova significará que houve uma anterior. Presumo que se esteja a referir ao Executivo de que fez parte, cujas reformas estruturais não passaram de cortes de salários, reformas e de pensões. De estrutural, nada! Mas não deixa de ter razão: Portugal precisa, não de novas reformas, mas sim de reformas, sob pena de, em situação de conjuntura internacional desfavorável, termos, mais uma vez, a troika a desembarcar em Lisboa.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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