Quer queiramos, quer não, a selecção portuguesa de futebol é constituída por um fora-de-série, dois ou três bons jogadores e todos os outros confrangedoramente medianos. E os resultados dos jogos estão a demonstrar isso mesmo. Contra a Espanha, um empate a três bolas, com três golos de Ronaldo. Sendo a Espanha um dos candidatos ao título, o resultado até nem foi mau. Contra Marrocos, vitória por 1-0, com golo, mais uma vez, de Ronaldo, e uma lição de futebol... dos marroquinos! Um exemplo paradigmático das situações em que o resultado é incomparavelmente melhor do que a exibição. Apesar de tudo, no que toca aos resultados, como dizem os povos de língua inglesa, "so far, so good". Não dependemos de terceiros, nem precisamos de máquina de calcular. Basta não perdermos contra o Irão para carimbarmos o passaporte para a fase seguinte.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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