Há poucos dias, Jardim Gonçalves, ex-Presidente do BCP, viu confirmado, pelo Tribunal da Relação, a sua pretensão de continuar a receber a sua pensão de mais de 167.000 euros (mais precisamente, 167.650,70 euros), valor esse que estava a ser contestado pelo banco liderado por Nuno Amado. Não contestando a legalidade do valor da pensão, são mais de 5.500 euros diários, um valor absolutamente pornográfico para a nossa realidade, um verdadeiro insulto à grande maioria dos pensionistas portugueses que o que recebem não chega para pagar farmácia e alimentação.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

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