João Miguel Tavares, cronista do jornal Público, a propósito da tolerância de ponto do passado dia 12 de Maio, decidiu escrever a sua crónica em jeito de carta aberta dirigida ao Primeiro-Ministro, António Costa. Escreveu ele que, não estando abrangido pela tolerância decretada e frequentando os filhos dele a escola pública (que estaria fechada), não teria a quem os deixar no dia 12 de Maio. "Nesse sentido, e porque sei da sua infatigável disponibilidade para resolver todos os problemas dos portugueses, em geral, e dos lesados pelas tolerâncias de ponto, em particular, agradecia muito que me indicasse para o mail que encontra no final deste texto, ou para um número de telemóvel que os serviços secretos certamente lhe disponibilizarão, qual seria a melhor porta do Palácio de São Bento para eu largar os meus filhos (...)", escreveu João Miguel Tavares na referida crónica. E não é que recebeu um email de António Costa a dizer que tomava conta das crianças durante a manhã, já que de tarde estaria ocupado a receber o Papa Francisco! E assim aconteceu, as crianças foram deixadas pelo pai no Palácio de São Bento à guarda do Primeiro-Ministro, o qual, não podendo assegurar o "babysitting" durante a tarde, terá arranjado, seguramente, quem o fizesse.
Passado todo este tempo, é altura de o Governo mudar de discurso. Atirar culpas para o Governo anterior já só serve para crentes que queiram mesmo acreditar. Acontece é que há uma série de incompetentes à frente dos destinos deste país, entre os quais a Ministra da Administração Interna (MAI). Aquando da tragédia de Pedrogão Grande, afirmou que cobardia seria demitir-se. Se ela não se lembra, que pesquise na Net a história da queda da ponte de Entre Rios e a reacção do MAI de então.

Comentários
Enviar um comentário